CÁ E LÁ... ISSO E AQUILO
O mais engraçado é que lá, onde tem meu nome, sou eu tentando ser e cá, onde me escondo, é onde eu sou.
O cinza que é meu, o igual lido nas entrelinhas, as pessoas que quis, a vida que sinto. Cá, e não lá, é pedaço de mim.
São razões diferentes. Lugares também.
Se falo de mim é porque falo comigo e só eu me entendo ou, provavelmente, não. E, talvez, o falar sobre mim seja para isso. Para entender o que não se entende.
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Divergências com o amigo mais próximo. Dói. Talvez não perceba ou prefira não saber. Ou sabe, mas é melhor ignorar.
Costumo fazer doce. Mulher de chiliques. Pensa assim. Quem sabe?
Faz que está tudo bem.
Quanto a mim? Querem mesmo saber?
Faço que não me importo.
A verdade é que dói.
Desculpe se estou mais pra cá que pra lá... Deve ser o isso ou o aquilo.
Escrito por La Femme D'Argent às 00h18
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OUTONO
Ouvi dizer que é outono aqui na província. Não sei. Não tenho visto muitas folhas caídas por aí. Aliás, não tenho andado muito por aí.
Queria que hoje fizesse frio, ainda que aquele tímido dos trópicos, mas que empinasse os pêlos do braço e trouxesse desconforto as extremidades.
Queria mesmo que hoje fizesse frio e assistir filmes na sala grande, deitada no chão de tapete áspero, até o sono chegar, enrolada em milhões de fios macios.
Quando era frio era melhor. O vento esfriava os pensamentos. O calor os deixa inquietos.
Escrito por La Femme D'Argent às 12h23
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“O poeta diz que, de repente, sem mais, resolve fugir, sem dinheiro, sem roupa, sem destino, esta noite mesmo, quando os outros estiveram dormindo, fugir rumo à própria fuga, que não se sabe onde acaba, mas começa em mim, em você, na ponta dos dedos de cada um de nós.”
Escrito por La Femme D'Argent às 21h42
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VIVER SEM MARIANA É IMPOSSÍVEL
Foi o timbre especial de uma voz, entre tantas. Voltei devagar a cabeça, enquanto o amigo me falava, e procurei, sem saber por que, localizar a dona daquela voz. Mas o amigo contava uma coisa interessante, e minha atenção voltou para ele. Só, alguns instantes depois, ouvindo, entre vozes de homem uma risada clara de mulher, é que um nome me cruzou a cabeça como um relâmpago e me ergui da cadeira: Mariana!
Ela hesitou um instante, e quando meu nome saiu de sua boca nós já estávamos de pé, e abraçados. Pobre é a vida de um homem; mas é estranho como ele desperdiça riquezas, e nem se lembra mais. Se, passados tantos anos, eu tivesse ido encontrá-la sabendo que iria vê-la, e ela também esperasse me rever, talvez não houvesse essa explosão de carinho tão intensa, que parecíamos, entre os outros que nos olhavam surpresos, dois amantes que tiveram passado anos ansiando um pelo outro, e se buscando em vão. Não sei se ela sentiu, depois daquela efusão tão grande, a mesma estranheza que eu – se lhe acudiu subitamente a idéia de que antes não éramos tão amigos assim, e não achou estranha a imensa alegria do encontro. Nesse acaso dos encontros do mundo, que mistério é esse que faz se verem frias duas pessoas que se deixaram com muito carinho, e torna contrafeitos amigos de infância, mas também dá esse choque de prazer em velhos conhecidos escassamente cordiais? Ela estava bonita, talvez mais bonita que antes, mais dona de sua beleza. Há adolescentes e até moças que parecem não serem donas das próprias pernas, ou cujos olhos parecem em acaso, ou são inconscientes de seus ombros. Nelas a beleza parece um acidente, a que são, no fundo, estranhas; aconteceram-lhe aqueles ombros. Sabem apenas que são bonitas, mas não tomaram posse de si mesmas, são um fato demasiado recente e ainda instável, como um pássaro que se balança em um galho florido. Nessa mulher madura, a beleza está morando, a beleza não é um acidente fortuito, é sua maneira de ser.
Ela conta suas histórias, eu conto as minhas, mas toda essa multidão de pessoas e fatos que houve durante esse tempo em que não nos vimos tem apenas um sentido vago. Como se a gente entrasse num cinema para ver um filme qualquer e saísse, e então aquelas peripécias de amarguras e alegrias que iam nos interessando de minuto a minuto perdessem todo o sentido, nós dois tornando à rua da realidade. A realidade somos nós dois, amigos felizes de nos encontrarmos. E se movimento de cabeça, o gesto de sua mão ao segurar a minha que lhe apresenta fogo para o cigarro, o timbre de sua voz longamente extraviado, mas nunca perdido em minha lembrança – tudo é um belo reino que de repente recuperei. Somos subitamente ricos um do outro, e conscientes dessa riqueza afetiva, com uma extraordinária pureza.
Quando saímos, e me atraso um momento, e a vejo assim de corpo inteiro, andando, firme e suave na sua beleza, sigo-a um pouco mais devagar, para durante mais um instante ter o prazer de revê-la dos pés a cabeça, antes de lhe segurar o braço de velha amiga e lhe dizer, com uma franqueza instantânea que a faz rir: “Mariana, eu acho impossível uma pessoa viver sem você”. E ela ri e agradece – pois já estamos na idade de poder dizer e ouvir, sem ilusões, as mais simples, e belas, e graves tolices.
Agosto, 1989 – Rubem Braga
Este texto me faz carinho quando é preciso. Ele sabe bem a hora de chegar. É cheio de sutilezas. É muito bonito.
Escrito por La Femme D'Argent às 16h58
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QUE AQUECIMENTO GLOBAL QUE NADA...
Talvez seja mesmo o fim dos tempos.. Essa frase exagerada, dita aos quatro cantos do planeta [outra frase exagerada essa história de “canto do planeta”]. Mas é verdade... E digo isso nem por causa do – em pauta – aquecimento global, não. Digo pelas coisas que vem acontecendo ao meu redor – e comigo - nos últimos dias.
Um amigo voltou a comer junkie food – pior, com muita maionese - depois das 7hs da noite. Em tempo, ele estava em uma fase super zen, quase um vegetariano, refeições a base de soja e tudo mais. Um outro amigo muderninho/descolex [do tipo, não me enfio em uma barraca no meio do mato] fez comentários sugestivos a respeito de uma neo-hippie – querida, mas neo-hippie. E eu, eu que jurava nunca me entreter com o maldito BBB – cruz credo! – agora vejo até vídeo na internet.
É, deve ser mesmo o fim dos tempos... Quero minha vida de volta, quero TV a cabo de volta!
Escrito por La Femme D'Argent às 00h37
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“Foi minha mãe quem me ensinou a chorar. Quando eu era pequena e meus olhos se enchiam de lágrimas, minha mãe me colocava no colo e dizia: ‘chora, maricota, chora que vai passar’. E sempre passava. Numa época, eu já adolescente, ela viveu um período triste e fiquei desesperada quando um dia a encontrei chorando em casa. Mas foi ela mesma quem me consolou: ‘filha, a gente só sabe rir porque sabe chorar’. Nunca me esqueço desses momentos. São eles que me fazem, até hoje, chorar (até passar) quando estou triste, para poder rir (até doer a bochecha) quando fico feliz. Descobrindo o quão chorona sou, vocês têm idéia do tamanho da minha felicidade”
Ultimamente as palavras falam mais de mim do que pra mim.
Escrito por La Femme D'Argent às 21h10
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POLAROIDE.ZIP.NET
Olá queridos!
Como prometido, este é o endereço da casa nova: polaroide.zip.net
Sejam bem vindos!
Escrito por La Femme D'Argent às 16h35
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Casa Nova
Bem, aos poucos que ainda me visitam, saibam que esta casa agora conta com uma sucursal um pouco menos pessoal e, digamos, mais informativa - ainda em fase de construção. Mas a matriz continua caminhando firme e forte igual a tudo na vida. Penso em passar por aqui apenas com textos quinzenais. Novidades até tenho pra contar, a disciplina de postar é que me falta, mas acho que colocando um prazo a coisa vai andar - keep walking!
Em breve vou disponibilizar o novo endereço. Sejam bem vindos!
Escrito por La Femme D'Argent às 10h01
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Sobre o tempo: parte II

Tempo é Golpe Baixo
Domingo, 22 de outubro, 23h08
Mais uma vez, o tempo. Substantivo masculino que não sabe ser ele ou ela e pela indefinição traz na personalidade extremos dos dois.
Dele, o prazer do período e o objetivo das realizações, sem esquecer da presença do que foi, a razão. Dela, a velocidade das pulsações, a ansiedade velada em dedos inquietos que teclam minutos nas lacunas onde sopram os ponteiros.
Essa invenção do homem que não funciona da mesma maneira pra todo mundo, bem que podia, com tanta tecnologia, ser menos dolorida. Bem que podíamos, cada um, à sua moda, criar o seu e estalar os dedos quando quiséssemos pará-lo ou simplesmente deixar seguir. Sempre quis dizer: suspende o tempo! Soa bonito.
Rebobinar nunca. Isso seria descaracterizar as origens do tempo e torná-lo um processo escravo, mais dele do que dela e o feminino aqui é presença importante. É preciso equilibrá-lo já que não se pode controlá-lo.
É preciso tirar dele esses presentes de aflição, como em um domingo sem sabor, tomado por cliques de desatenção, em busca de algo que distraia. É preciso deixá-lo ir sem se preocupar muito com a presença ou falta dele ou então ele será seu pior amigo. O presente, ausente.
A semana é preenchida por goles de preocupações de umbigo, enquanto os domingos são assim, sem eira nem beira, sem graça, perdidos entre o querer e a impossibilidade do fazer.
Levanto a passadas lentas de preguiça. Um banho desperta os que ainda dormem. Procuro histórias em páginas de jornal. Uma idéia que alimente o dia. Nada. Negócio mesmo é ser dona de casa no domingo e brincar de inventar estória no fogão. Há também a tentativa cinema, mas com desdém ele te olha e diz que hoje não há sessão. Volto. Falo com meus instantes de euforia. Sinto. Durmo.
É preciso sim esquecer o tempo, só desse jeito ele esquece você.
Escrito por La Femme D'Argent às 17h37
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Sobre o tempo...

Os segundos são contados no relógio. É engraçado notar que o que dizem sobre o tempo não passar quando você quer que voe e voar quando você quer que pare é realmente verdade. São sempre sábias as máximas populares.
E quando ponteiros já não dão conta e os santos resolvem tirar férias, você apela para as unhas. Esquece que levou semanas cultivando a “femininice”, que no dia anterior passou horas tentando não borrar o esmalte e se diverte dispensando a ansiedade roendo cada pedacinho da falsa beleza.
Mensagens de celular aliviam a tensão trazendo sorrisos adolescentes ao rosto apreensivo com o atraso do vôo que teima em se fazer de difícil. Difícil mesmo são os km’s, mas dizem os mais velhos e experientes que você se acostuma. Mas teimosa mesmo é você, que não quer se acostumar porque acha que seria o jeito mais cômodo de aliviar saudades e se manter confortável.
Se prefere o risco, vá em frente. Dizem por aí também que está na moda acidentes com aviões. Bobagem, você diz... E repleta de euforia se diverte com a moça – beirando seus 30 – da cadeira ao lado que segura forte um ursinho surrado. Acredita ela que o ursinho a salvará de algum infortúnio do caminho... Na pior das hipóteses você também se rende a crendice do bichinho.
São horas contadas no relógio. Horas que viram nada quando os olhos buscam o conhecido no saguão do aeroporto e encontram um sorriso doce e também ansioso. Você lembra daquela cena do filme do Tim Burton e suplica aos ponteiros que sejam bons contigo, mesmo sabendo que tempo, neste caso, não rima com bondade.
Escrito por La Femme D'Argent às 01h52
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Maybe Tomorrow

De repente um frio estranho na espinha. Sabe-se que esse frio não é de forma alguma ruim. Apenas, digamos, diferente das costumeiras sensações. De repente um ponto final e uma página em branco ansiosa por tinta. De repente pular do oitavo andar é só música boba, porque a gente cai e levanta o tempo todo e sempre espera que da próxima vez o chão seja complacente com o nosso tombo.
Talvez você chute o balde do velho emprego que só serve para pagar contas ou talvez continue nele, simplesmente por achar que é mais feliz fazendo a festa no 8 vezes sem juros da loja de departamentos.
Talvez você use um tênis menos apertado, porque aquele all star da liquidação é até cool, mas está longe de ser confortável. Mas talvez você prefira band aids.
É bem possível que você volte a falar com a sua amiga de infância, tentando entender o por que de terem se afastado, quando aquelas gargalhadas na volta da escola pareciam tão eternas. Então talvez vocês queiram deixar o passe escolar na tia da pipoca e voltar a pé para casa, se entupindo de caroá e baré, mas a verdade é que o tempo deu conta de não cruzar mais os caminhos e faltam o passe, a tia da pipoca e o mais importante, as risadas.
Talvez você cresça ou, como eu, continue com 1,57, o que não é tão mau assim. E talvez você cresça de verdade e tenha um cargo decente, na empresa que você sempre quis, com boas cifras no banco e uma família feliz comendo Doriana no pão quentinho [algumas pessoas dão o nome disso de crescer e pode ser que sim, talvez seja bom]. Mas talvez – e devo dizer que isso é ótimo – você fique como eu. Que cresceu, porque acabou de subir em uma pilha de livros cuidadosamente dispostos no chão para pegar a chupeta que seu filho jogou no mais alto andar da prateleira. Crescer porque ouviu um disco antigo e não tinha prestado atenção na letra antes e agora ela faz tanto sentido. Ou porque não conseguia sair do difícil capitulo de um livro e entende, mais tarde, que aquele é só mais um capitulo e que o importante é navegar na viagem que é ler.
De repente, assim como eu, você perceba que cresceu, porque a pessoa que você ama procura receitas divinas na internet e cozinha só para você, mesmo que essas receitas divinas sejam apenas uma variação muito interessante de carnes e batatas.
Talvez essa pessoa queira ir mais cedo para a cama no domingo, porque tem um trabalho difícil na segunda ou só porque quer ler o romance novo do Hornby. Mas talvez ela se divirta em te ver rindo na sala com as vídeo-cassetadas e puxe uma almofada para perto, se ajeite no sofá e entre seus braços e em meio as suas gargalhadas e os palavrões do Faustão, pegue no sono até que você o faça levantar para escovar os dentes.
Talvez você continue onde está, lendo a revista Bravo para saber das novidades cosmopolitas, fazendo cara de interessante após ler a coluna do Tom Zé [eu gosto do Tom Zé]. Mas talvez você deixe de ser espectador disso tudo e queira fazer parte, queira estar lá. Queira, de certa forma, mesmo que de um jeito meio desengonçado e apressado, crescer. Nem que seja crescer nos números dos km’s rodados nas rodovias que ligam a província à metrópole, nem que seja para diminuir o tamanho das fibras óticas. E se tudo isso acontecer acompanhado da pessoa que o completa, alguém tão idiota quanto você... Bem, aí você pode dizer para a sua mãe que “um amor e uma cabana” ainda dão certo sim e o resto que se dane.
ps: para alguém tão idiota quanto eu.
ps2: continua a mania de escrever "você" quando quero dizer "eu".
Escrito por La Femme D'Argent às 13h29
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VOLTEI A PEDALAR

Voltei a andar de bicicleta. Em primeiro lugar porque estou com tempo, um tempo pequeno, noturno e preguiçoso, mas tempo. Segundo, porque embora eu viva falando comigo mesma pelos cotovelos – na rua, na chuva, mas não em uma casinha de sapê que é coisa de bicho grilo - é quando eu posso ajeitar as coisas na cabeça sem ter que me preocupar com as pessoas por perto perguntando se enlouqueci.
As vezes tenho a impressão que seria melhor freqüentar uma academia. Dessas com rapazes visualmente intrigantes e meninas “gostosonas” ou de gosto musical feliz. Na verdade, até já tentei fazer parte da turma do açaí, mas a tentativa foi frustrada por conta do meu porte atlético não muito convincente e meus óculos que caiam em toda aula de aerobahia – eu não deveria ter confessado isso aqui. Desisti, claro, com o pretexto de que pedalar vendo o mundo é melhor que vendo pernas e peitorais definidos.
Concordo com um amigo quando diz que andar de bicicleta é um exercício mais mental do que físico, embora um não exclua o outro. Ajuda a arejar – nossa! que palavra mais minha mãe – a cabeça.
Pelas ruas da província, disputando espaço entre carros e ônibus, pessoas e poluição, as vezes faz falta uma ciclovia espaçosa, longe de motociclistas surtados e buracos “Jardel”, mas a verdade é que gosto da loucura toda de conversar com os pensamentos e ao mesmo tempo xingar o pedestre desatento. Sinto uma sensação maior de realidade – mesmo convivendo com a ficção no mesmo instante - que não se tem quando se pedala em uma academia ou em uma ciclovia de parque, longe do caos urbano. É bom saber que estou acordada, mesmo as voltas com o distante, pronta para mudar o curso se for preciso.
Voltei a pedalar.
Escrito por La Femme D'Argent às 16h42
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THIS CHARMING MAN

Nosso querido Morrissey está disco novo e isso já não é novidade. Quem curte rock inglês e se descabelava com os Smiths na década de 80 já deve até ter baixado The Ringleader of the Tormentors, nome do seu mais recente álbum. Mas vamos pular a modinha 80, porque tio Moss transcende a fase. A novidade boa é que mais do que ouvi-lo já é possível vê-lo [não ao vivo, mas em cores, lindo num terno rosa] no vídeo clipe da música You Have Killed Me, dirigido pelo próprio e disponível na rede.
Escrito por La Femme D'Argent às 13h48
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MIRÓ

Hoje o Google acordou bonito... Surreal, do jeito que eu gosto.
Escrito por La Femme D'Argent às 14h01
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"EU NÃO: QUERO É UMA REALIDADE INVENTADA"
Algumas coisas realmente não são para ser. A pergunta é por quê? Por que não? Tenho o péssimo hábito de querer saber os “porquês” das coisas, mesmo que eles não tenham um motivo aparente.
Já entendi o porquê das mudanças repentinas. Broken Flowers. Nesse caso, dois exemplos claros. Um negativo, outro positivo [nessa ordem]. Tenho essa mania [além da mania de enrolar o cabelo com a ponta dos dedos] de querer saber, mesmo que faça doer. Cartas na mesa.
Já entendi também as coisas que precisam dos porquês seguidamente de prováveis respostas, como os trabalhos acadêmicos, por exemplo. Não aqueles enfadonhos, mas aqueles que se quer fazer valer. O problema clássico é o achar o problema. E a resposta clássica é achar a resposta. Ou o problema clássico é encontrar resposta. Whatever.
Mas existem as coisas que não tem resposta. Que são apenas. E é só. Como burocracias inevitáveis ou evitáveis, mas que fogem ao meu aparente controle. O lugar das coisas escritas. Das coisas que são porque estão digitadas em papel timbrado, assinado por alguém com sobrenome pomposo e três pontos.
Dessa vez eu realmente queria que tivesse dado certo e fiz valer a pena, mas esse era o lugar das burocracias, o lugar que não posso controlar e que vai entrar para a lista das perguntas sem respostas.
Vão dizer que não era para ser. Apenas mais palavras para consolar decepções. O lance é que acontece, é isso. Perguntas nem sempre terão respostas. Fato. Coisas nem sempre terão controle. Fato.
Ando como na música... Confortavelmente anestesiada.
Escrito por La Femme D'Argent às 11h00
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Meu perfil
BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Livros, Música e Dormir.
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