REC – Rumo à Estação Cinema

 

Mostra de vídeos universitários agita produção audiovisual do Estado

 

Da carência de espaços para a divulgação de vídeos universitários e do desejo de mostrar-se como vídeomaker, nasce o REC – Rumo à Estação Cinema. Com a iniciativa de alunos e professores do curso de Rádio e TV da Faesa o sonho de realizar um festival de vídeos universitários dentro do Campus tornou-se possível na noite de ontem, quinta-feira, 18. A mostra pode ser conferida ainda hoje no auditório da faculdade - Campus II – a partir das 19h com apresentação de vídeos do Recife, homenagem a Amylton de Almeida e premiação nas categorias: 1º lugar - júri técnico, 2º lugar – júri técnico e júri popular.

 

Intercâmbio. A mostra competitiva contou com 20 vídeos no primeiro dia de programação, dentre eles produções das faculdades Faesa e Novo Milênio e da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. Um dos realizadores e grande entusiasta do festival, o estudante André Felix, observa pontos positivos nesse intercâmbio, “o lance é trocar informações e experiências com pessoas que compartilham do mesmo desejo de produzir cinema e não só que sejam da mesma faculdade ou do mesmo Estado”.

 

Aplausos. A noite de ontem reservou boas surpresas para todos que compareceram ao auditório. Ficções, documentários, animações e vídeo arte encantaram pela qualidade técnica e diversidade de linguagem. Em “Quer gravar? Só com Autorização” e “Por Favor, Guarde Sua Mochila” de Yuri Iglezias, pode-se ouvir gargalhadas e muitos aplausos. O filme, como diz o próprio diretor, traduz as “mazelas e burocracias de uma faculdade particular de Vitória”. Já “01648”, vídeo arte de Tatiana Moça, o incomodo da rotina contaminou a platéia, muitos se levantaram, inquietos com a produção. “Salon de La Paix” de Bob Redins, apesar de pretensioso, discute questões existenciais e crítica a sociedade atual.

 

Iniciativas como essa é que merecem realmente aplausos e tiram o fôlego de qualquer espectador. A satisfação de ver o auditório lotado, olhos atentos e curiosos e, na tela, cinema com conteúdo, supre a dificuldade de produção e a falta de espaços para realização de eventos como o festival. Por mais antiquado e glauberiano que possa parecer, uma câmera na mão e uma idéia na cabeça ainda fazem muito sentido.

 

 

 

 

 



Escrito por La Femme D'Argent às 12h38
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