Ufa, sexta-feira!
Batata Quente
Nos noticiários, absurdos sufocantes. Uma boa dose de humor salva o dia. Depois dos blogs, fotologs, orkuts, e msn’s chega o podcast, uma espécie de rádio online que está fazendo sucesso entre os internautas. O Batata Frita é um deles, bem humorado e digamos, informativo. Traz também histórias de amor de gente famosa como Nietzsche e Gore Vidal, acontecimentos que chacoalharam o mundo durante o fim-de-semana e letras mal-traduzidas pra lá de divertidas.
Cinema

E hoje estréia “Must Love Dogs” (Procura-se um Amor que Goste de Cachorros) com o meu hollywoodiano preferido, mr. John Cusack. É claro que não estou esperando nenhuma obra prima e sim aquelas comédias românticas água-com-açúcar, mas é o Cusack né?! Ele sempre surpreende.
Sessões no Kinoplex em Vila Velha e no Ritz Norte Sul em Camburi.
Sfireria
A lanchonete na rua da Lama já virou lugar da moda na província (Vitória). Sempre um lounge ou chill-out de trilha sonora, gente bonita e o melhor, garçons pra lá de bem humorados (rola até uns malabares), molho especial e uma esfirra de escarola que é tudo de bom.
Para aliviar tensões depois do trabalho e antes da aula, long-neck e duas esfirras. Boa pedida!
Escrito por La Femme D'Argent às 13h26
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Questão de Imagem

Adoro camisetas. O único problema: impossível usá-las sem que a alça do soutien apareça (a não ser que seja um daqueles modernos "invisible" que custam uma fortuna no polishop, ou o sem alça que fica sempre a impressão de estar caindo). Enfim, o lance é que como se já não bastasse ter que me preocupar em segurar os caídos (não que me importe com isso), ainda tenho que me preocupar se alça está aparecendo, ou como dizem por aí, se estou com charme de empregada.
Ah! Vamos combinar né?! Quem foi que disse que soutien aparecendo é coisa de doméstica? E se for, qual o problema? Vejo todos os dias, no ônibus a caminho do trabalho, uma dúzia delas fuxicando sobre o último par romântico da novela das 8, mas nunca, em dois anos fazendo o mesmo trajeto, vi minhas companheiras de “alça à mostra” posando de charmosas com o elástico da discórdia de fora. Justiça seja feita, as meninas não merecem o rótulo e mais que isso, são garotas do século XXI. Dá até para ser moderninha e deixa-lo aparecer como se fosse uma sobreposição, mas vai sempre existir aquele chato que irá implicar com a sua alça e sua versão contemporânea de Amélia. Corre o risco do seu irmãozinho mais novo querer olhar no buraco da fechadura achando que é a gostosa da área de serviço no quartinho, mas é só você se trocando.
Enfim, abaixo a repressão da alça do soutien e viva o charme de empregada!!!
Ps: Não foi a tôa que feministas queimaram seus soutiens. Ô itenzinho mais repressor!
Escrito por La Femme D'Argent às 11h58
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Cidade dos Sonhos

Acho que eu e minha infinita ignorância jamais entederemos a complexidade de qualquer filme de David Lynch. Mesmo que eu assista diversas vezes , que faça estudos semióticos, que discuta em grupos de estudo, que plante bananeira com uma mão só ou consiga lamber meu próprio cotovelo, mesmo assim não haverá explicação para aquela mise-en-scene. E talvez o lance seja realmente esse, não haver explicação, o significado é subjetivo. Embora até agora não tenha significado muita coisa, a não ser a absoluta incerteza. "Cidade dos Sonhos" não sai da minha cabeça.
Lynch dividiu o filme em três partes. A primeira que é a linear e tudo caminha certinho, todo mundo entende, até que vem a segunda parte em que ele desconstrói tudo e quebra a linearidade da primeira e é aí que você, que se achava o espertinho, cinéfilo dos bons, todo prosa compreendendo um filme de Lynch, desaba em confusão. Então vemos a terceira parte que é interior, quando (e disso eu tenho quase certeza) Lynch ri maquiavelicamente da nossa cara de "tacho" de estar diante de algo estrategicamente incompreensível. Ele lá, sentado com aquele topete de Brandon Walsh da terceira idade, batendo um dedo no outro vagarosamente como quem conta o tempo. E nós atônitos, a essa altura já tensos, esperando que nossos pesadelos sejam menos densos que os sonhos de Lynch.
Escrito por La Femme D'Argent às 18h04
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Primavera Eterna
Li. O início é excelente. Melhora no fim.
Millôr Fernandes
“Fazia mais de uma hora que eu estava ali, em frente ao espelho, tentando consertar os erros do Criador, que podia muito bem, o que custava? Ter deixado o Adão para lá e ter me feito de uma costela da Marilyn Monroe”. É nesse tom bem humorado, ácido e leve que Paula Foschia nos introduz no mundo de Maia, publicitária bem sucedida, porém insatisfeita com o rumo que sua vida tomou. Apesar de trabalhar em uma das melhores agências do Rio de Janeiro, ter um relacionamento estável e levar uma vida razoavelmente tranqüila, quando pequena tinha outros planos. Imaginava ser escritora, casar com o primeiro e grande amor de sua vida, o menino Diogo, o qual os fartos cabelos loiros a deixavam apaixonada, seu vizinho na época em que passava as férias no interior.
Fantasiou, assim como todos nós quando crianças, mil e uma coisas para ter a resposta na ponta da língua quando a perguntassem aquela terrível questão que nos persegue até a adolescência - o que você vai ser quando crescer? Maia cresce e a fantasia, assim como Diogo, se dissipa. Embora, ainda tentasse por carta, durante longos anos, um contato com o menino que tinha ido para Nova York com a família. Nesse amor de criança ela deposita toda sua esperança de ser feliz, sempre brincando com a própria tragédia e nos fazendo rir de suas atrapalhadas investidas. A mais louca delas é quando resolve, por um irresistível impulso, pedir férias inesperadas do trabalho, deixar o namorado sem uma explicação plausível e partir para a terra do tio Sam onde poderá rever e quem sabe reviver, o amor de infância.
Paula Foschia é escritora das boas, formada em direito e blogueira de plantão, não tem frescura, nem faz firulas com a linguagem. Sua literatura é simples, mas não simplista, pode ser entretenimento como pode ser também uma leitura de profunda identificação de nossas angústias, desejos, dúvidas e ansiedades. A autora escapa do tropeço de escrever um romance clichê. Descreve cada momento com riqueza de detalhes e referências engraçadas, sempre com uma ironia sutil e doce leveza. Primavera Eterna prende o leitor da primeira a última linha e talvez seja eterno pela falta do “adeus” ou do “felizes para sempre”.
Primavera Eterna
Por Paula Foschia
Editora Candide
113 páginas
R$ 25,00
Escrito por La Femme D'Argent às 13h43
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Premiação
Estou devendo aqui no blog o nome dos vídeos que levaram a melhor na mostra competitiva do REC - Rumo à Estação Cinema. Mas basicamente foi o seguinte:
Na categoria júri popular 2º lugar quem faturou o troféu Amylton de Almeida foi o vídeo clipe da banda Na Palma, "PIM PAM PUM". (Desculpem, mas esqueci os nomes dos diretores).
Na categoria júri popular 1º lugar, Bob Redins levou a melhor com o seu "Salon de La Paix".
E o grande vencedor da noite, como não poderia deixar de ser.... "Por Favor, Guarde sua Mochila" de Yuri Iglezias levou o prêmio do júri popular.
Bom, é isso. Ano que vem tem mais!
Escrito por La Femme D'Argent às 18h18
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Meu perfil
BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Livros, Música e Dormir.
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