Como diz o monge... “Cada momento é um momento único” (que o diga Heráclito. Gregos, como viver sem eles?)
O que a gente não faz para conseguir nota? Cogitamos (eu e Luciano) ir de ônibus, descer na rodovia, caminhar 5km até o Mosteiro e fazer as fotos para o trabalho de fotojornalismo. Por sorte, um amigo de Alegre veio motorizado fazer prova da OAB (pela primeira vez vi utilidade nessa instituição), não nos fizemos de rogados e pedimos o carro emprestado. Caminho traçado, partimos.
Já no início da subida ao mosteiro, aquela dos 5km, lembra? Percebemos que seria impossível chegar até lá a pé, a não ser que tivéssemos feito alguma promessa a Buda. Sinceramente, nem sei se Buda aceita sacrifício, mas de qualquer forma minha visão mesquinha ocidental não permitiria tanto. O lugar é simplesmente fabuloso, clima agradável, pessoas gentis, demos até sorte de assistir uma palestra de um monge japonês que estava lá de visita. Fiquei encantada com a arquitetura. Nós, simples mortais, não podíamos entrar nos templos e respeito isso, mas deu uma enorme vontade de burlar as regras e sentar naquele chão limpo, tão bem encerado que minha mãe, que usa tacolac, morreria de inveja. Caminhamos por todo o mosteiro e o lugar exalava paz, mas infelizmente, nem Alá, nem Deus, nem Alan Kardek, que dirá Buda sobreviveriam neste mundo moderno sem estar, nem que seja com a pontinha do dedão, mergulhado no capital. Afinal, são orientais, como poderiam escapar do desejo da tecnologia? Tudo está lá, a câmera digital, a filmadora, a lojinha (ponto de venda), o valor do pacote para passar um final de semana retirado no lugar (prefiro me abster a comentar isso), o patrocínio e digo mais, se tivéssemos procurado mais um pouquinho acredito que encontraríamos um computador conectado na Internet e um monge de vestido azul (não, eles não usam laranja como eu havia pensado) conversando no Messenger.
O monge palestrante (desculpem, mas não sei escrever o nome dele), disse uma coisa que me deixou intrigada. Disse que o budismo te ajuda a encontrar o caminho. Falou a respeito de uma metáfora em que o cavalo é guiado por seu dono até o lago, mas vai depender do cavalo se vai beber a água do lago ou não. Mais ou menos como se o budismo me levasse ao lago. Fiquei pensando se é realmente importante encontrar um caminho e se esse caminho realmente existe. Se ele existe talvez fosse melhor eu abrir meu próprio caminho, não gosto de trilhar os caminhos de outras pessoas, acho que seria meio chato saber o que está por vir, até porque cada momento é único, cada experiência é única e cada caminho é seu.

Durante o percurso uma parada no posto e esse bichinho apelidado carinhosamente de besouro-suco. Minutos depois um carro o atropelou.

Na entrada do mosteiro esse portal... Não conta pra ninguém, mas dizem que se você passar por baixo dele encontra do outro lado um pote com moedas (brincadeirinha).

Isso é que chamo de reflexo!

Esse é o monge palestrante. Por motivos obvios não sei escrever o nome dele.

Olha a moqueca!

Enfim, o templo que eu quis tanto entrar, mas não pude... Pena... uma espiadinha da porta não arranca pedaço...
Escrito por La Femme D'Argent às 19h40
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