"EU NÃO: QUERO É UMA REALIDADE INVENTADA"
Algumas coisas realmente não são para ser. A pergunta é por quê? Por que não? Tenho o péssimo hábito de querer saber os “porquês” das coisas, mesmo que eles não tenham um motivo aparente.
Já entendi o porquê das mudanças repentinas. Broken Flowers. Nesse caso, dois exemplos claros. Um negativo, outro positivo [nessa ordem]. Tenho essa mania [além da mania de enrolar o cabelo com a ponta dos dedos] de querer saber, mesmo que faça doer. Cartas na mesa.
Já entendi também as coisas que precisam dos porquês seguidamente de prováveis respostas, como os trabalhos acadêmicos, por exemplo. Não aqueles enfadonhos, mas aqueles que se quer fazer valer. O problema clássico é o achar o problema. E a resposta clássica é achar a resposta. Ou o problema clássico é encontrar resposta. Whatever.
Mas existem as coisas que não tem resposta. Que são apenas. E é só. Como burocracias inevitáveis ou evitáveis, mas que fogem ao meu aparente controle. O lugar das coisas escritas. Das coisas que são porque estão digitadas em papel timbrado, assinado por alguém com sobrenome pomposo e três pontos.
Dessa vez eu realmente queria que tivesse dado certo e fiz valer a pena, mas esse era o lugar das burocracias, o lugar que não posso controlar e que vai entrar para a lista das perguntas sem respostas.
Vão dizer que não era para ser. Apenas mais palavras para consolar decepções. O lance é que acontece, é isso. Perguntas nem sempre terão respostas. Fato. Coisas nem sempre terão controle. Fato.
Ando como na música... Confortavelmente anestesiada.
Escrito por La Femme D'Argent às 11h00
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